quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Piloto de avião

Fiquei realmente impressionada essa semana por como ser piloto de avião e helicóptero é caro. Esse é um mercado quase impossível de ser contemplado pela maioria dos brasileiros, pois os preços são absurdamente caros e não é nem a parte teórica em si, mas a parte prática.
Os preços chegam a custar 1.000 reais a HORA de voo, dependendo do avião, o mais barato que eu vi custa 250 reais a hora, mas o que pesa aí é o minimo de horas exigidos para tornar-se piloto, são no minimo 40 horas, ou seja, pegando o pacote mais barato são 250x40= 10.000 reais, DEZ MIL REAIS a vista e dentro de 2 anos! Em média a pessoa tem que se preparar para gastar só na parte prática uns 13.000 reais, é muito dinheiro! Nesses tempos de crise mais ainda! Acho que nem quem tem dinheiro e tem consciência sobre gastos, sabendo que dinheiro não dá em arvore, gastaria isso assim.
E tem mais, esses gastos que citei acima, são somente para o primeiro curso, o inicio de carreira, ou seja, o piloto privado, que não dá nem para prestar serviço e ganhar algum dinheiro, serve para te ensinar a pilotar, ter a carteira e passar para o próximo estágio da carreira de piloto. Para poder trabalhar na área é preciso ter o curso de piloto comercial, e lá se vão mais 37.500 reais, porque piloto comercial tem que ter 150 horas de voo, fora o gasto com a parte teórica novamente, entre outros gastos.
Fecho essa postagem com uma carta:

Queridas escolas de aviação,
Se a intenção de vocês é não deixar o preço acessível a todos, vocês conseguiram, meus parabéns. No entanto, isso é uma lástima, pois vocês, o país e mercado perdem o que poderiam ser excelentes alunos e futuros pilotos, assim eles seriam porque têm paixão por voar e não o fazem porque não têm condições financeiras. O país e o mercado são prejudicados, porque perdem profissionais. Esse com certeza seria um setor que geraria mais empregos, logo, menos pessoas desempregadas assolariam o país.
Espero que ponham a mão na consciência e vejam o quão é absurdo e segregacional, até mesmo injusto, diria eu, esses valores caríssimos.
Espero que leiam e reflitam.

Atenciosamente,

Jéssica Pereira

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